segunda-feira, 6 de abril de 2015

Os trabalhadores e suas lutas no Brasil da Primeira República

Debatendo o tema ...

Atividade para turmas do 3º Ano da EEPD

Texto 1


      No início da República, a vida dos trabalhadores era difícil, pois não havia sequer leis que garantissem seus direitos sociais. Um homem adulto trabalhava 12 horas por dia. algumas categorias profissionais trabalhavam sete dias por semana. Os salários eram miseráveis, sendo que a mulher operária ganhava bem menos do que o homem, e a criança recebia menos ainda do que a mulher. Nenhuma legislação garantia pensões, aposentadorias ou indenizações por acidente de trabalho. Lutava-se, portanto por direitos que dessem aos trabalhadores o mínimo de garantias na fábrica e fora dela.

     Mas essa luta não era apenas por leis sociais e aumentos de salário. Outra reivindicação era que o trabalho fosse valorizado e os trabalhadores fossem reconhecidos socialmente. Naquela época, logo após a abolição da escravidão (1888), ainda prevalecia no país a crença de que viver do trabalho alheio era o ideal de vida. O trabalho, principalmente o braçal, tinha uma conotação negativa, herdada da época colonial e da escravidão: era visto como algo desprezível.
    Nesse período, a classe trabalhadora era muito heterogênea. As diferenças regionais e nacionais quanto à origem dos trabalhadores se expressavam em variadas culturas, línguas e religiões. Além dos brasileiros, havia os imigrantes que chegavam ao Brasil: portugueses, italianos, espanhóis, alemães e, a partir de 1908, japoneses.
    Para conquistar seus direitos, como em outros países do mundo, os operários se organizavam em sindicatos, partidos políticos, associações mutualistas e ligas. Essas organizações pretendiam que os trabalhadores superassem suas diferenças e se reconhecessem como classe social.
     As primeiras associações mutualistas - também chamadas mútuo socorro - surgiram no final do século XIX e tiveram grande aceitação entre os operários nos anos 1910 e 1920. a maioria era formada pelos próprios trabalhadores, que contribuíram com um valor mensal. Mas havia também as mantidas por sindicatos. Em momentos de necessidade, os afiliados podiam contar com atendimento hospitalar, remédios, auxílio funeral, pensões para viúvas, auxílio a idosos e inválidos, entre outros benefícios.
    Como não existia um sistema público de previdência social, as associações mutualistas apoiaram muito os trabalhadores em dificuldades e se tornaram muito populares.


Fonte : VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina. História. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010. Vol. 3. p. 37-38. 

Após a leitura do texto acima, responda à seguinte questão: 

Sem leis sociais e trabalhistas, como era a vida do trabalhador brasileiro na Primeira República?

Atenção:

1- Não responda com base em achismos. Busque informações sobre o tema e sempre cite a fonte.

2- Informações podem ser textuais ou com imagens.

3- Esse fórum ficará aberto até o dia 10/04/2015. Serão computados para nota de participação os comentários concisos e postados até 23:59.

4- Cada aluno deverá comentar também pelo menos dois comentários postados por colegas diferentes.

5- Não se esqueça de fazer a sua identificação: nome e turma.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O movimento republicano e o fim da monarquia no Brasil

As contradições do Império tornaram-se evidentes diante dos conflitos políticos desencadeados por interesses diversos dos vários setores da sociedade. A monarquia era sustentada pelos fazendeiros ligados ao escravismo e sofria criticas externas e internas. Do ponto de vista externo a permanência de uma economia agrária, escravista e dependente do mercado externo era vista como atraso diante do crescimento do capitalismo industrial. Internamente, o centralismo do poder incomodava os modernos cafeicultores do oeste paulista que não possuíam representação nas decisões políticas,enquanto os setores urbanos sustentavam o movimento abolicionista desejando que a monarquia fosse substituída pela república.

A ascensão dos cafeicultores do oeste paulista e a crise do escravismo trouxeram  para o meio  político a aspiração por uma república federalista. A partir de 1870, com a publicação do manifesto republicano e o perfil desajustado entre o poder político e o poder econômico do império, os setores da oposição se organizaram em torno dos ideais republicanos. Concentrados no sul e sudeste do país,os republicanos fundaram partidos políticos, clubes republicanos e jornais de apoio ao movimento.

Os partidários da república concordavam entre si em um único ponto: eram contrários à monarquia. Quanto ao método para atingir o objetivo, estavam divididos no que se referia à participação ou não da população. Os que defendiam a participação popular eram revolucionários do meio urbano, já os que eram contrários desejavam uma mudança pacifica, que não trouxesse para o grupo perdas econômicas, eram os evolucionistas.

As tentativas de união dos republicanos chegou ao fim em 1888, quando no Congresso Nacional do Partido Republicano, elegeu-se o moderado Quintino Bocaiuva como chefe nacional do partido. Contrários, a oposição radical urbana lançou um manifesto contra os evolucionistas,mas os ideais moderador prevaleceram...

A oposição estava dividida,mas faziam aferrado combate ao conservadorismo político e à manutenção da escravidão. A monarquia se isolou e aos poucos foi caindo, tendo como marco de referência os acontecimentos do dia 15 de novembro de 1889.

A Igreja Católica e o Exército eram importantes sustentáculos da governo de D Pedro II. O catolicismo era a religião oficial do Brasil e, a Igreja era submissa ao governo imperial que, interferia nas questões religiosas escolhendo os clérigos que iriam ocupar cargos importantes no clero, periciando bulas papais a serem aplicadas no país,  julgando e condenando padres e bispos. Atitude que afastaram a Igreja do império.

Depois da Guerra do Paraguai o Exército manteve uma política de valorização da instituição,criticando a posição secundaria que o governo conferia aos militares. Um pequeno grupo começou a defender ideias republicanas e modernizadoras, demonstrando descontentamento para com a monarquia.

A proclamação da república deu-se pela conjugação das camadas urbanas com os fazendeiros do oeste paulista e o Exército. O ministério presidido pelo Visconde de Ouro Preto tentou efetivar reformas para neutralizar as criticas ao império e atender aspirações dos republicanos, mas as reformas chegaram tarde demais e não foram aceitas pela Câmara, então composta,  por políticos conservadores.

Diante da resistência a Câmara foi dissolvida, criando uma clima de agitação. O Partido Republicano Paulista e o Partido Republicano do Rio de Janeiro, insistiram com os militares para que assumissem a liderança do movimento republicano. Em 15 de novembro de 1889 a monarquia foi derrubada por um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro  da Fonseca e proclamou-se a república,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sugestão de atividade sobre o fim da URSS


 O colapso soviético

Com o colapso da União Soviética, a experiência do “socialismo realmente existente” chegou ao fim. Pois, mesmo regimes comunistas que sobreviveram e tiveram êxito, como o da China, abandonaram a ideia original de uma economia única, controlada e planejada pelo Estado. Será essa experiência, algum dia, renovada? Claramente não o será da forma desenvolvida na União Soviética [...]
Porque a experiência soviética foi tentada não como uma alternativa global ao capitalismo, mas como um conjunto de respostas à situação particular de um país imenso e atrasado, numa conjuntura histórica particular e irrepetível.
O fracasso da revolução em outros países deixou a União Soviética comprometida a construir sozinha o socialismo, num país onde, pelo consenso universal dos marxistas em 1917, incluindo os russos, as condições para fazê-lo simplesmente não existiam.

(Adaptado de HOBSBAWN,Eric. Era dos Extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. P. 481.)

    1-     Para o historiador Eric Hobsbawn, o fim da União Soviética foi também o fim do socialismo? Justifique com argumentos do texto.

 2-     De acordo com o texto, os marxistas acreditavam que o contexto russo de 1917 não era  propício para a implantação do socialismo. Identifique a principal causa:
a)  O poder político do Czar era hereditário.
b)  A economia do país era centrada na produção agrária.
     c)  Os trabalhadores da indústria tinham condições regulares de trabalho.
     d)  Faltavam militares para compor o Exercito Vermelho. 

   3- Observe a fotografia abaixo e explique as contradições do socialismo na União Soviética tendo por base o cenário mostrado na imagem.


    

Moscou, 1987, fila para comprar sapatos.  Fonte



     4-  9 de novembro de 1989, Jornal do Brasil:


            Na imagem acima a manchete mostra uma das causas da :
a)  Independência da República Democrática Alemã, ex-colônia dos Estados Unidos.
b)  Desintegração do bloco socialista soviético a partir de 1989.
c)   Guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética.
d)   Formação da União Europeia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Notas do 4º bimestre

Para saber a sua  CLIQUE AQUI

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Plano Real


Em maio de 1993, partindo para o tudo ou nada, Itamar Franco nomeou Fernando Henrique Cardoso — então Ministro das Relações Exteriores — para o Ministério da Fazenda.  Naquele mês, a inflação de preços acumulada em 12 meses já estava em 1.348%. 

Analise o gráfico abaixo e escreva um comentário sobre as informações que nele mostradas.

Fonte:  http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Efeito_do_plano_real_sobre_a_inflacao.png

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Os últimos dias da URSS

Documentário interessante. Quem assistir deixe por favor um comentário.